ah com certeza das 5 vidas que eu queria ter uma delas eu passaria em Corumbau.
que lugar maravilhoso, além da beleza natural esse pedacinho de paraíso me fez relembrar o quanto é simples viver, o quanto não se precisa de nada para isso, basta apenas existir e ser.
nessa vida eu seria apenas eu, viveria, viveria, viveria e nada de livros, cinema, música, dança, técnica vocal, expressão corporal, línguas, busca, conhecimento, conhecimento, conhecimento…
a minha ansiedade seria prever o tamanho do peixe que iemanjá pendurou na minha isca e a maior satisfação estaria em ser recebida na orla pela minha família curiosa para ver a fartura da semana.
para acordar nada melhor do que raiô, é ele quem comanda e já era até a chegada de maya, que brilhatemente ocupa o seu lugar e todo dia descarregaria na minha cabeça um banho de energia.
e a parte mais estressante dessa vida seria com os cocos, que luta é abrir um coco, ôxi menino mas é stress demais…
aí depois de tudo isso quem sabe um banho de mar ou então um banho de rio com urucum e um passeio pelos corais para depois dormir na rede com o barulho do vento nas folhas dos coqueiros.
E naquelas noites de insônia nada como observar as estrelas e dar uma caminhada pela ponta de corumbau que avança até um kilômetro pra dentro do mar.
e efim para que tudo não ficasse assim tão ocioso e natural uma conversinha com o pajé sobre as ervas seria bem interessante.
bom agora estaria na hora de ir ao mar… quem sabe dessa vez iemanjá não pendura o meu sereio na isca, afinal eu teria que resgatá-lo das outras vidas para que continuássemos a nossa jornada.
que delícia de ouvir as histórias de corumbau. cada um com um sentimento – e no entanto todos bons. ia dizer que seria bom se fosse mais perto, mas melhor assim, do jeito que está, longe mesmo, difícil mesmo. acho que só vai pra corumbau quem merece. : )
– ontem encontrei com as meninas! –
beijoca
rê