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Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três. Quem vai virar freguês?
Todos bestialmente enfileirados, engravatados, encapuzados, direto ao centro da fogueira!
Quem alimenta esse fogo? A lucidez?
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A serpente. O desejo. Vem. Vem. Vem e mata.
O amor. Um susto.
Um sufocar porque te vejo assim inteiro. Vejo seus cascos. Pisam em mim agora que me tens. Me estraçalham e acabam com todos os vestígios do que outrora existiu.
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- porque?
porque a rotina toma conta e tudo que antes era encanto desencanta? porque o que eu odeio me fascina e perco o controle e desespero e quero destruir? porque o amor muda, a paixão acaba e o dia a dia toma uma forma monstruosa e vira assombração?
- poderia tudo ter a forma de um começo?
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o mar,
o líquido
e o direito de ficar ali sozinha.
me completa entrar no mar
(um frio nas canelas)
o líquido para dentro, salgado, gelado
como o jorro de fertilidade
o sal limpa
o sol
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Um dos países mais influentes e contraditórios do mundo, berço da fachada do ideal democrático e da liberdade de expressão, os EUA estão prestes a mudar completamente no panorama internacional. O que se vê de fora é uma população de jovens nunca antes tão enfraquecida e desesperançada, que passou praticamente a vida adulta inteira sob o poder de George W. Bush.
O carisma de Barack Obama de certa forma representa uma luz no fim do túnel. Com todas as características físicas e intelectuais desfavoráveis ao padrão norte americano ele vem liderando nas pesquisas e sejam racistas ou cristãos evangélicos surpreendentemente todos se setem acolhidos e protegidos por sua política.
A verdade é que nem mesmo no país com uma das maiores estatísticas de atentados de jovens suicidas e violência exibicionista há apoiadores à absurda política do governo frente ao Iraque. Essa mancha na reputação norte americana desespera o patriotismo da população e crava um espinho na eterna ferida.
Incrível, desde Bobby Kennedy nunca mais se presenciou um líder que gerasse tanta mobilização para uma mudança.