el manjericón


Setembro 28, 2007, 11:40 pm
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Marilyn Manson – mOBSCENE

uncle marilyn ….
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ihhh aáaaaa… afrodite ou brigite, caça ou caçador, façam a revolução!
Setembro 22, 2007, 3:38 pm
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Ando ocupando uma das minhas noites da semana num curso de astrologia cármica. Eu que em outras épocas já cogitei a idéia de largar a minha vida de atriz e me dedicar ao trabalho de “adivinha” hoje destino algumas horas da semana tentando decifrar o que aqueles símbolos, casas, linhas e graus significam. Um quebra cabeça sem fim, que parece nunca ter uma explicação que não venha a me contradizer logo em seguida, traçado por um emaranhado de caminhos que chegam a assustar qualquer mortal e parece ter sido psicografado por um espírito residente no meu olho esquerdo como uma espécie vigia instalado do meu subconsciente.
Sinceramente não sei por que resolvi me aprofundar no assunto, mas como muitas coisas na minha vida acontecem e não tem uma explicação lógica essa também foi assim.
A astrologia cármica pressupõe a crença na reencarnação e propõe uma evolução espiritual através da realização do carma, o que é em cima é igual ao que está em baixo, como diria Hermes O Trimegisto, e talvez por isso se fale tanto que no Universo tudo é correlato. A famosa terceira Lei de Newton aplicada em uma frase de Einstein: Deus geometriza. O verdadeiro inferno para aqueles que não acreditam no destino e jogam a sorte ao acaso.
Depois de saber tudo isso passo ter acessos constantes de arrepios ao ter em mãos o meu mapa astral… Como sou geminiana, o que quer dizer que tudo pode mudar a todo o minuto, a minha leitura vem sempre acompanhada de um ou não. E pra ser bem sincera tem uma parte em mim que acredita e outra que sai correndo.
Por exemplo, esses dias, depois da minha aula de astrologia, uma amiga minha me levou no show do Paulo Ricardo… Não, não, não tenho nada contra o Paulo Ricardo não, mas não posso deixar de admitir que isso foi no mínimo engraçado. Lembro dele da minha infância quando a minha irmã arrancava os cabelos pelo olhar 43, pura tentação. Eu devia ter uns 7 anos quando ela berrava na frente da televisão e ficava dançando na madrugada, loira gelada, vem me consolar.
Tenho que admitir que, por muito tempo, me dediquei à imitação das minhas irmãs mais velhas numa tentativa de ser adulta precoce e quem desviasse o olhar um pouquinho pra esquerda veria uma pentelhinha de cabelinhos loiros reproduzindo precisamente os passos de dança e tentando acompanhar a letra da música.
Mas antes de me lembrar disso, durante o show, eu ficava me perguntando como eu sabia tantas letras do RPM decor e porque fazia aquela coreografia estranha com tanta naturalidade??? Eu sentia como se tivesse outro corpo de dentro de mim e movimentava meus lábios e minhas pernas numa sincronia absoluta sem o menor controle racional. Me aproximei de uma antiga fã que lançava olhares sedutores e penetrantes no exato momento em ouvia ser um fruto proibido e formamos um coro invejável nas ondas do rádio. De repente lá estávamos nós vestidas de calça bag, blusa de ombreira e cabelo permanente de Mulher nota 1000. Quase pedi emprestado o Boka-Loka dela pra dar um toque no visual. Eu estava adulta aos 7 anos como se tivesse entrado na máquina do tempo do Dr. Brown.
A imitação se tornara realidade e tudo se confundia num espaço de 20 anos. Claro que não fiquei assim pra sempre. Eu que queria ter umas 7 vidas de gato estou aprendendo a me contentar com as minhas 4 astrológicas.



… cara lavada ….
Setembro 20, 2007, 4:47 pm
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Sobre o julgamento de Renan Calheiros…….
De consolo ao público masculino, resta a Playboy da Mônica Veloso.
É o show de ética do Senado;
protestado pelo povo brasileiro com muito sol, cerveja e samba na orla carioca.
Dessa vez contentando a mulherada com desfile de corpos másculos, bronzeados, depilados e torneados nas melhores academias do ramo.
E para o Brasil… nem acaba em Pizza.
A caipirinha já subiu à cabeça
e a ressaca virou constante.
Alguém aí tem um primo político, solteiro e com feições agradáveis?
Pras desesperadas com mais de trinta é a nova definição do bom partido;
o que vem garatindo no contrato nupcial é a porcentagem editorial dos meus, os teus, os nossos e mais os outros que queira mostrar.
A admirável justiça do nosso sistema democrático e o princípio consitucional da boa-fé chegam a espantar qualquer Exu de roda de umbanda.
Até quando?



momento paraíso..
Setembro 10, 2007, 3:16 pm
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feriado em águas gélidas
cabelos esvoaçantes
vontade de me perder por lá onde tempo passa devagar



Setembro 6, 2007, 2:27 pm
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Passeios no Recanto Silvestre (parte 1 de 2)



Setembro 6, 2007, 2:27 pm
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Passeios no Recanto Silvestre (parte 2 de 2)



Agrippino, o profeta da Tropicália
Setembro 6, 2007, 2:13 pm
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A epopéia pessoal do autor de PanAmérica, o livro fundador do movimento que comemora 40 anos

Ronaldo Bressane

O que acontece quando some um buraco negro? É o que me pergunto em 4 de julho de 2007, aniversário dos EUA – e dia da morte de José Agrippino de Paula e Silva, o autor de PanAmérica. Faria 70 anos em 13 de julho. Desde o início dos anos 80, quando tem diagnosticada sua esquizofrenia, Agrippino é uma espécie de monolito de 2001, a separar a cultura brasileira em antes e depois – sem que ele mesmo jamais explicasse essa divisão. A história pessoal talvez lance alguma luz.

‘Meu pai ensinava solfejo para mim. Movimentava as mãos para o lado e dizia alto: um, dois, três, quatro; um, dois, três, quatro.’ A presença paterna é poderosa no romance de estréia de Agrippino, Lugar Público. Não no nível psicológico: novidade na época, o romance propõe uma escrita em que os fatos surgem limpos aos olhos do narrador, sem justificativa social, psicológica, metalingüística, simbólica – e não se trata de literatura realista. ‘No romance já está presente a voz narradora não-identificada de PanAmérica – Eu, personagem melíflua fundida à multidão -, remetendo à máxima rimbaudiana je suis un autre, eu é um outro’, anota o escritor mato-grossense Joca Reiners Terron em seu depoimento na segunda Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), em 2005.

O pai de Agrippino, o advogado Oscavo de Paula e Silva, é figura central na família: severo, conservador, positivista. A mãe do escritor é a professora de história Claudemira Vasconcelos. Nascido em São Paulo em 1937 e batizado em homenagem ao tio paterno, Agrippino ganha um irmão sete anos depois, o arquiteto Guilherme Henrique de Paula e Silva, 63. Segundo este, o lar presidido por Oscavo é iluminado pela mãe, que nunca deixa faltarem na casa da Lapa paulistana livros de história, literatura, filosofia, bem como aulas de música.

‘Era freqüente conversar sobre literatura russa e francesa’, lembra Guilherme. A família vive em harmonia até que o doutor Oscavo morre, em 1957. Um abalo de que os Paula e Silva não se recuperam. Agrippino, que estuda arquitetura na FAU/USP, vai morar no Rio de Janeiro, onde retoma a prancheta na UFRJ até 1964. Neste período carioca, em que jamais trabalha e vive da pensão da mãe (aliás, nunca terá um emprego regular em toda a vida), Agrippino lê dramaturgia, arquitetura e filosofia, atua no teatro amador, freqüenta o cinema, namora intensamente, vive num quarto-e-sala do Leme. E escreve Lugar Público.

Se, entanto, o autor recuse psicologia em sua prosa, é importante notar coincidências entre escrita e vida. ‘O seu pai dizia que a ele, o seu filho, faltava qualquer coisa de fundamental, como a falta dos braços.’ Antes de a mãe morrer, diz ao filho Guilherme que o pai sempre achava algo ‘estranho’ em Agrippino. A estranheza do romance causa impacto e logo o paulistano é figura cultuada. Na orelha do livro (Civilização Brasileira), Carlos Heitor Cony, que o compara ao nouveau roman de Alain Robbe-Grillet, não economiza: ‘Estamos diante do que de mais moderno existe em matéria de ficção.’ Finda a faculdade, Agrippino vem a São Paulo lançar o livro, em 1965. Contata o núcleo que mais tarde ganhará o nome de Tropicália: o escritor Jorge Mautner, o designer Rogério Duarte, os compositores Gilberto Gil e Caetano Veloso. Dirige o primeiro show d’Os Mutantes, O Planeta dos Mutantes. E, principalmente, conhece a futura companheira, a bailarina Maria Esther Stockler.

RITO DO AMOR SELVAGEM

Mulher bela e altiva, olhos verdes, herdeira de família quatrocentona paulista – que irá falir nos anos 80 (o dinheiro vem da célebre casa financeira Haspa), Esther quer montar um espetáculo e Agrippino propõe-se diretor. É o início de uma parceria artística e amorosa que formará o epicentro da cena tropicalista. Em seu Verdade Tropical, Caetano Veloso aponta Agrippino como guru da geração – ao lado do físico Mario Schoenberg e do parceiro Gil, é o nome mais citado na obra. ‘Quando falava, todos silenciavam’, recorda Jorge Mautner. A grave, doce e lenta voz de Agrippino soa xamânica durante as psicodélicas festas patrocinadas pelo casal – que seriam inesquecíveis não fossem propícias ao esquecimento as muitas substâncias consumidas pelos convivas.

Enquanto bola o espetáculo com Maria Esther, com quem passa a viver na Bela Vista, sempre às expensas da bailarina, Agrippino escreve um dos livros mais citados e menos lidos da literatura brasileira do século 20: PanAmérica (Tridente, 1967). ‘Eu sobrevoava com o meu helicóptero os caminhões despejando areia no limite do imenso mar de gelatina verde’, abre o romance, todo sedimentado em frases diretas centradas num anônimo Eu. Pela natureza íntegra e radical, o romance impõe-se como óvni na cultura dos 60. O escritor carioca Sérgio Sant’Anna reflete: ‘Havia um murmúrio no Rio, em Minas, em São Paulo: ‘Tem um cara aí com uma literatura absolutamente inovadora”, diz. ‘Ao ler PanAmérica, meu coração começou a bater diante de uma grande revelação, o conhecer de uma literatura cósmica, a partir de uma primeira pessoa pronunciada por um diretor de produções hollywoodianas, filmando nada menos que a Bíblia. Toda a mitologia adolescente surgia como numa tela: James Dean, Marilyn Monroe, John Wayne e os grandes astros, numa linguagem que tirava sua força de uma repetição obsessiva até chegar ao Caos’, exalta o autor de Vôo da Madrugada.

A narrativa anti-realista de PanAmérica bebe na pop art norte-americana – mas seu mérito, conforme o próprio Agrippino afirmará a este repórter em 2003, é trazer ao centro da narrativa nacional a urbanidade: ‘Não tem muitos escrevendo literatura urbana hoje’, dirá, em sua prosa sempre apoiada no tempo presente. ‘Só o Mautner, o João Antônio e eu.’ O romance, mais imagem que linguagem, mais urdido em mitos midiáticos que em personalidades psicológicas, contaminará toda a literatura experimental brasileira das décadas seguintes – pode ser pressentida nas ficções de André Sant’Anna, de Manoel Carlos Karam e do próprio Terron.

Incensado como gênio tropicalista, Agrippino dirige em 1968 o média Hitler III Mundo, coadjuvado pelo diretor de fotografia Jorge Bodanzky. No filme, o Coisa, um Jô Soares vestido de gueixa e PMs reais atuando como militares (!) caçam Hitler pelas ruas do centro de São Paulo. Em 1969, Agrippino estréia Rito do Amor Selvagem, espetáculo fundado no happening, propõe o conceito de ‘mixagem’ entre texto, música, cenografia, luz – e platéia. A figura-chave é o ator Stênio Garcia, que contracena com um grupo de dançarinos e uma banda. ‘Entre os personagens podiam ou não estar, já que não tinha um texto definido, Marlon Brando, Mussolini, Eva Braun e o Super-Homem’, lembra Stênio. ‘Se um espectador tinha um sonho ou um insight, o material ia pro palco e o elenco improvisava em cima. Uma bola gigante de plástico caía na platéia… a seqüência das ações era imprevisível.’ Sucesso de público no Rio, a peça é montada várias vezes por dia até ser censurada – e o casal volta a São Paulo, indo morar numa casa no Pacaembu.

Palco de festas psicodélicas – ‘é como se o irracionalismo do Rito tivesse virado realidade’, observa Guilherme -, a casa recebe seguidas batidas da polícia. Vivem ali Agrippino, Maria Esther e a amiga Maria do Rosário, pivô de brigas no casal. Certa vez, Agrippino recebe voz de prisão: sua foto algemado estampa a primeira página da Última Hora (Guilherme esconderá o jornal para que a mãe não veja o filho preso). Assustado, o casal foge para a África. Passam por lugarejos em Mali, Senegal, Marrocos, onde realizam em super-8 filmes oníricos, baseados em coreografias de Maria Esther. O casal se separa: Agrippino vai a Londres (onde perde uma mala cheia de escritos, um deles um romance), Nova York (onde experimenta pela primeira vez a mescalina, ‘mais forte que ácido’, conforme contará a este repórter), depois gira pela Europa.

No retorno ao Brasil, Agrippino, reconciliado com Maria Esther, vai viver na Bahia. Da África, o escritor traz a indumentária com que fixará sua imagem até o fim: um parangolé beatnik, jaqueta jeans recosturada que usa como fraldão em torno do corpo. Agrippino descobre-se pai – a amiga Maria do Rosário dera à luz Chara do Rosário (o nome é referência ao charo de maconha), hoje única herdeira do autor. E em seguida, Maria Esther descobre-se grávida – imagens de sua barriga boiando no mar podem ser vistas no curta Céu sobre a Água, de 1972. Em 1973, o casal recebe a vinda de Manhã, que nasce na Boca do Rio, próxima à ilha de Itaparica.

Nessa época conhece a crítica literária baiana Evelina Hoisel, autora de um solitário estudo sobre Agrippino, Supercaos: ‘Ele parecia um gigante mítico, um profeta bíblico. Gostava de andar de branco e ficava muito bonito com as túnicas indianas que vestia, sua figura se avolumava naquele contraste do corpo queimado de sol com as vestes brancas, a cabeleira cheia. Chegava em minha casa vindo de Itaparica ou de Arembepe, com Esther ou sozinho, comia alguma coisa, sentava no chão ou na rede, ficava quieto, ouvíamos música, e logo começava a falar, horas seguidas…’, lembra. ‘Não era fácil acompanhar a lógica da sua narrativa oral, o fluxo da sua conversa era como a narrativa de PanAmérica: um jorro incessante de palavras, um fluir contínuo de imagens, diferentes assuntos embaralhados simultaneamente.’

O idílio baiano é breve. O casal novamente se desata – Agrippino vai morar em Salvador, Maria Esther no Rio, e Manhã fica aos cuidados do tio Guilherme. Os anos seguintes são erráticos; o profeta oferece novidades dispersas – escreve a peça Nações Unidas, mas não a publica (a editora Papagaio pretende editá-la ainda em 2007). Desse tempo surgem contos como Cigana Prateada da Lua, escrito durante viagem de ácido no Marrocos. Agrippino retorna a São Paulo, onde tenta conviver com a mãe. Porém, ocorrem surtos violentos e delírios persecutórios em que gritava que Antonio Carlos Magalhães tentava matá-lo (ironicamente, ACM morreria apenas duas semanas após Agrippino), destruía TVs e rádios ou investia contra a mãe com uma espada do CPOR. O irmão Guilherme é chamado, convoca psiquiatras, afinal vem o veredicto: esquizofrenia.

MADAME ESTEREOFÔNICA

Mas a história não termina aqui. Inicia-se uma rotina de visitas a clínicas, fugas, medicações, até que Agrippino passa a viver em uma casa no Embu das Artes, subúrbio paulistano. A doença justifica a crescente apatia. Mesmo visitado por leitores, escritores, fãs, amigos, Agrippino segue recluso na casa da Avenida Elias Yazbek, 1.640. Entre 2001 e 2004, são relançados PanAmérica e Lugar Público (Papagaio). Em 2005, a psicanalista Miriam Chnaiderman tenta co-dirigir com Agrippino um curta, Passeios no Recanto Silvestre – porém ele refuta usar de novo uma super-8. Segue leal à sua fala sempre no tempo presente – mesmo quando se referia aos anos 60 -, ao seu parangolé e à sua dieta básica de arroz integral (certa vez o irmão o flagrou comendo uma mistura de Sustagen, leite integral e aveia: Agrippino afirmou que era a única coisa que o estômago o deixava comer). E ganha novo sentido o que havia escrito em Lugar Público:

‘Falta qualquer coisa em mim. E eu estou relegado a segundo plano na ordem do tempo, onde as coisas possuem a ordem do tempo. Estou numa confusão absoluta de palavras e de sentido (…). Construir a ordem da falta de ordem.’ Em 1992, a filha Manhã, então uma lindíssima aspirante a atriz, é vitimada em acidente automobilístico. Quando ouve a notícia, Agrippino vira o rosto e pede ao irmão ‘que resolva isso’. O baque causado pela perda da filha parece ser somente sentido por Maria Esther – que, retirada da vida artística e vivendo em Paraty, alternará dali em diante momentos de euforia e períodos de depressão. ‘Ela parecia ter os olhos voltados para dentro’, reflete Guilherme. Em 2006, Maria Esther morre – um câncer de que nunca tentou se curar. E nove meses após a ex-mulher, o profeta sofre enfarte fatal. É encontrado na cama pelo fiel irmão, o corpo enrolado à sua túnica.

Mas a história não termina aqui. Em 2008, PanAmérica afinal será traduzido – para o francês, pela editora Léo Scheer. A história não termina porque Agrippino jamais parou de escrever. No Embu, além de livros encimados por toneladas de pó, sacos de arroz e parangolés, o artista deixa cerca de 500 grandes cadernos, lotados de notas para o romance que escreve até seu último dia – Os Favorecidos de Madame Estereofônica. Enfim, a história de Agrippino parece nunca terminar porque… o que acontece quando some um buraco negro?

Ronaldo Bressane é autor de Céu de Lúcifer (Azougue) e redator-chefe da revista Trip



envergadura moral
Setembro 5, 2007, 1:10 pm
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Um bom ator.. do que se faz um bom ator… Para mim se faz também de uma atitude, de uma inquietação, de um grito de que não basta o que estamos vivendo. Fico indignada com o nosso mundo. Hoje abro o jornal e leio notícias que me embrulham o estômago, um país sem memória, capaz de cometer os mesmo erros quantas vezes? Um governo controlador que subestima seu povo e o trata como marionetes. Não, já chega disso! O que faz um país… o seu povo? E se falo que vivemos num país sem memória, estou falando desse povo, e é o povo que está sem memória. Um povo que está em raiz e se ao menos tivesse uma atitude racional, mas não, não vivemos na Europa do Iluminismo, vivemos no Brasil, para onde veio toda a ralé, refugiar-se, onde aquele povo que “não tinha importância” para eles veio colonizar, onde um filhote mimado veio brincar de Imperador e surgiu isso aqui, isso que vivemos. E toda vez que alguém vai falar uma coisa a imagem de uma enorme mão vem tapar sua boca e sufocar até a morte o grito desesperado, a indignação.

E o que o povo faz? Vai tentar se encontrar em igrejas, que se multiplicam numa velocidade terrorista, vai encontrar uma fé, um consolo.

Não, não podemos viver de consolo, não podemos continuar assim.

E um ator dentro dessa estrutura? Ora somos nós que temos esse espaço, esse espaço para gritar, brigar, fazer ironias e tentar acordar. De que adianta virarmos somente intérpretes? Virarmos marionetes da massa, entretenimento, um padrão estético de como é aparentemente feliz a nossa carinha bonitinha e saudável?

Sim nós não somos deputados, ministros ou congressistas mas temos um poder. Temos o poder da palavra e da ação.

Socorro não pode ser assim…. ahhhhhhhhhhhhh que revolta!



açúcar união adverte:
Setembro 2, 2007, 2:10 pm
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Ria mais de si mesmo.

gostei!