Arquivado em: Uncategorized
pensar para não pensar no nada do pensamento de juízo e ficar cego do castigo da racionalidade
Arquivado em: Uncategorized
As coisas na vida acontecem realmente de uma forma muito estranha…
As coisas da vida são realmente muito estranhas… Em primeiro lugar a gente vive tentando descobrir onde as coisas vão dar.
Ora, se estamos vivos, as coisas vão resultar em alguma coisa. A cadência de acontecimentos nem sempre é, ou melhor, graças a Murphy, nunca é conforme estrategicamente planejado… Não, não me diga o contrário… Pare e pense… Alguma coisa aconteceu de forma estranha, alguma coisa desviou do caminho, tudo bem se você consertou, mas que foi diferente foi.
Se o tal destino existe (e eu acredito nele) não importa a ou b, vai dar em c. Porque inevitavelmente vai fluir, vai fluir praquilo… Praquilo que for para acontecer. Pois tudo aquilo “o” que você fizer vai te levar ao caminho.
E isso é muito estranho, pois essa nossa programação involuntária acaba convergindo àquilo que desejamos… Ou não? Muitas vezes não, muitas vezes sim. Porém, quando sim, passa a ser chamado de vitória, conquista.
Não importa, o que importa é que vai acontecer o que for pra acontecer.
E se o que acontecer é aquilo que queremos, ótimo, mas se não for, melhor ainda, superaram-se alguns limites.
O principal limite superado é o orgulho exacerbado, vaidade besta que destrói e ultrapassa o respeito ao próximo. E olha que esse aí é uma enrascada hein, pois você pode estar lá, mas não esqueçamos da força universal, da forma como geramos um campo energético. Ele é tão rápido vem e zupt rouba tudo aquilo… E agora… Cavamos o nosso próprio buraco negro.
É, e isso é realmente muito estranho… Estranho porque é desconhecido ou desconhecido porque é estranho.
Mas o que eu queria dizer é que… Bom, já não importa mais o que eu queria dizer, já nem sei mais o que era… Mudou, mudou igual a tudo na vida.
E, veja bem, se as coisas continuam iguais e vivem mudando, isso é ainda mais estranho.
Arquivado em: Uncategorized
Ele já sabia o que ia acontecer.
O sinal era o aviso: Amanhã a Mariana me convidou para ir tomar cerveja! – falava ela com aquele permanente sorriso nos lábios carnudos.
Aquelas palavras soavam como um rufar de tambores no seu cérebro. E o corpo inteiro começava a experimentar sensações estranhas. Até então, ele que se encontrava num estado sereno e quase apático, assim que ela concluía a frase, podia sentir seu estômago corroendo, abrindo um vale que arrepiava o couro cabeludo e uma sensação trêmula nas pernas, tão real, que às vezes ele chegava a pensar se tinha tomado umas pingas a mais.
A obsessão por aquele amor era como um viciado em busca de cocaína. Não se sabe quando começou e quando acabará, mas os minutos de satisfação pareciam recompensar a vida perdida.
Ela o avisou quando saía de casa no meio da manhã e começava então um dos dias mais longos de sua vida. Ele tinha a sensação de que o mundo tinha parado e sua rotina estava em câmera lenta.
Ele. que não era muito adepto a rotina, tinha alguns rituais que sempre se repetiam.
Um telefone que tocava incessantemente.
Porém, naquele dia, nada ousou acontecer. Por mais que ele procurasse por alguém, a cada minuto que passava estava mais vazio e solitário. Um tédio insuportável invadiu a sua vida. E os ponteiros do relógio ficam estacionados.
Finalmente chegou a noite.
A noite vazia. Ninguém ao seu redor, nada acontecia e as horas paradas. Ele sabia que ela não ia chegar antes do amanhecer, mas insistia em acreditar que ouvia o barulho da porta. Então ia correndo até ela e, como o esperado, estava vazia. Nem sinal dos seus cabelos castanhos.
O seu cheiro de mel estava impregnado em cada canto desde que tinha saído e nunca mais voltado. E o retorno parecia um dia que não existia. Então saiu a perseguir este cheiro. Foi até o ponto de táxi, mas nesse momento se sentiu um idiota. Se deu conta da loucura que estava tomado.
Porém a risada não saía da sua cabeça.
Aquela risada que ele queria tanto ouvir. Aquela risada que soava como um concerto.
Estava exausto, esgotado… E essa sensação o fez adormecer.
Quando acordou já era a metade do outro dia e finalmente ela chegava.
Ele a olhava com a cara estragada pelo estresse enquanto ela começava a tirar a roupa. Ele tentava falar e não conseguia. Continuou a olhá-la, boquiaberto, com o coração saindo pelos olhos que sangravam lágrimas incontroláveis.
E ela falou: – o que foi, a vida não é conto que o príncipe esperava?
Não é, não era… aquela vida não era. Foi aí que descobriu que não adiantava mais existir. E resolveu num fim. Afinal, quem foi que disse que a vida é justa?
Arquivado em: Uncategorized
Iansã é um Orixá feminino muito famoso no Brasil, sendo figura das mais populares entre os mitos da Umbanda e do Candomblé em nossa terra e também na África, onde é predominantemente cultuada sob o nome de Oyá. É um dos Orixás do Candomblé que mais penetrou no sincretismo da Umbanda, talvez por ser o único que se relaciona,, na liturgia mais tradicional africana, com os espíritos dos mortos (Eguns), que têm participação ativa na Umbanda, enquanto são afastados e pouco cultuados no Candomblé. Em termos de sincretismo, costuma ser associada à figura católica de Santa Bárbara, talvez por causa do raio, já que a santa é sempre invocada para proteger um fiel de uma tempestade. O mesmo acontece com Oyá, que deve ser saudada após os trovões, não pelo raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter acesso), mas principalmente porque tem sido Iansã uma das mais apaixonadas amantes de Xangô, o senhor da justiça não atingiria quem se lembrasse do nome da amada. Ao mesmo tempo, ela é a senhora do vento e, conseqüentemente, da tempestade.
Nas cerimônias da Umbanda e do Candomblé, Iansã, ela surge quando incorporada a seus filhos, como autêntica guerreira, brandindo sua espada, ameaçando os outros, prometendo a guerra, sempre guerreira e, ao mesmo tempo, feliz. Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu amor e sua alegria contagiantes da mesma forma que desmedida com que exterioriza sua cólera.
Como a maior parte dos Orixás femininos cultuados inicialmente pelos nagôs (ou iorubas, outro nome para a mesma cultura) é a divindade de um rio conhecido internacionalmente como rio Niger, ou Oyá, pelos africanos, isso, porém, não deve ser confundido com um domínio sobre a água.
A figura de Iansã sempre guarda boa distância das outras personagens femininas centrais do panteão mitológico africano, se aproxima mais dos terrenos consagrados tradicionalmente ao homem, pois está presente tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura – enfim, está sempre longe do lar; Iansã não gosta dos afazeres domésticos.
É extremamente sensual, apaixona-se com freqüência e a multiplicidade de parceiros é uma constante na sua ação, raramente ao mesmo tempo, já que Iansã costuma ser íntegra em suas paixões; assim nada nela é medíocre, regular, discreto, suas zangas são terríveis, seus arrependimentos dramáticos, seus triunfos são decisivos em qualquer tema, e não quer saber de mais nada, não sendo dada a picuinhas, pequenas traições. É o Orixá do arrebatamento, da paixão.
Arquivado em: Uncategorized
audaciosamente fiz esta música…
eu não vi um tempo passar pelos meus olhos
e não tenho mais lágrimas para chorar;
estou sentada em uma esquina com o meu corpo físico
e me vejo passar… indo..
para um outro tempo ou uma outra vida;
mas eu não tenho mais tempo para viver
e não tenho mais tempo para morrer;
eu perdi minha lucidez
no final dos tempos;
e tudo passou, inclusive eu;
me vi velha, sem os meus sonhos
pois tudo mudou enquanto eu estava cega;
mas eu não tenho mais tempo para viver
e não tenho mais tempo para morrer
só um espaço vazio por dentro
e eu estou sentada.